quarta-feira, 30 de maio de 2012
ROLLING STONES - 50 ANOS
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Por que Música Urbana?

Quando tive a idéia do blog e disse o nome dele a algumas pessoas, elas me perguntavam: por que Música Urbana? Bom, os motivos não são poucos e também não sei a ordem exata deles, mas eu nunca gostei de ‘música do mato ou da natureza’, ou seja, músicas feitas e praticadas na praia com toda aquela preguiça característica de luau com violões e palminhas e ainda, a chamada música sertaneja raiz sempre me deprimiu e me deixou com a interrogação de que, se a vida rural ou em contato com a natureza é tão boa, porque os sertanejos sempre fizeram aquelas canções com letras tristes, sofridas, conformistas e de derrotados??? As músicas compostas ‘na cidade’ sempre me pegaram mais; talvez pelo fato de nunca ter morado na zona rural, nunca ter passado as férias na casa de um suposto parente que pudesse morar na fazenda e como conseqüência nunca me familiarizei com mato, terra, natureza e com a alegada paz que tudo isso possa causar. Sempre vivi em paz na cidade, com transito, barulho, poluição sonora, luzes e tudo mais que a vida urbana me proporcionou. Deixo claro que apesar de não gostar da vida no campo tenho o maior respeito pelas pessoas que vivem, trabalham no campo e admiram essa vida. E os outros motivos do livro se chamar Música Urbana é que é o nome de uma música composta pelo maior nome da minha geração, Renato Russo e por ser a primeira faixa do primeiro disco da banda brasileira que eu mais escutei na vida, Capital Inicial. Só esse último motivo já bastaria prá que eu pusesse esse nome no blog. O Capital sempre foi minha banda preferida e nunca neguei que minha maior influencia de palco como músico era e é o Sr. Dinho Ouro Preto.
sábado, 10 de março de 2012
MORRISSEY (Chevrollet Hall - BH - 07/03/12)

por Rodrigo Lee *
O que se via na porta do Chevrollet Hall em Belo Horizonte eram várias tribos que povoam o rock n’ roll mundial: dark’s, punk’s indie’s, metaleiros entre outros. E essa é a prova da diversidade do publico do ex-The Smiths, Morrissey, um dos maiores ícones do pós-punk inglês, surgido há décadas atrás. A capital mineira esperou por esse show a vida inteira, pois quando de sua visita anterior ao Brasil, o músico não havia se apresentado por lá. A abertura contou com a presença da cantora americana Kristeen Young, uma sub mistura de Kate Bush com Bjork. Show totalmente desnecessário e dispensável.
Após uma rápida preparação para a atração principal, as cortinas, literalmente, descem e surge o mito: Morrissey! As primeiras músicas, ‘First of The Gang to Die’ e ‘You Have Killed Me’ já levam os súditos ao delírio. O que se segue são canções de sua carreira solo, entremeadas com alguns clássicos eternos do The Smiths. Tais clássicos foram responsáveis pelos momentos catárticos do show: ‘I Know It’s Over’, ‘There is a Light That Never Goes Out’, ‘Still Ill’ e ‘Please Please Please Let Me Get What I Want’ arrancaram lágrimas! Da fase solo o ponto alto foi ‘Everyday is Like Sunday’ com as luzes do local sendo quase totalmente acesas provocando emoção até no próprio inglês, famoso pela frieza e distancia. Inesquecível!
No meu caso foi uma grande satisfação e prazer estar em um show de um dos meus últimos ídolos do rock inglês, vivo e em forma!! Long Live Morrissey!!!
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
35 ANOS DE PUNK ROCK

Se pensarmos nos britânicos Sex Pistols e The Clash, o punk está completando 35 anos de existência, porém a história começa bem mais cedo, quando em 1969 uma banda chamada MC5 soltou no mercado fonográfico o emblemático Kick Out The Jams. Pesado e sujo, mas com influências diretas de blues e rock n’ roll, os americanos as confirmaria em seu segundo disco, 'Back in The USA' e depois disso se perderiam no tempo, assim como seus contemporâneos New York Dolls e The Stooges. Esse último revelando para o mundo o grande Iggy Pop. A década de 70 foi frutífera para músicos que gostavam de ‘esmerilhar’ em seus instrumentos. Por isso o surgimento do rock progressivo de Genesis, Yes, Triumvirat, Pink Floyd, Renaissance, Trace e outros foi o alvo dos músicos que queriam fazer música com apenas três acordes. Abusando do lema do-it-yourself o movimento punk inglês teve nos Sex Pistols seu maior expoente. Letras de revolta e inconformismo eram o mote para outros grupos que foram surgindo como The Clash, Buzzcocks, The Jam, Exploited e The Damned na Inglaterra e Ramones, Patti Smith e Dead Kennedys nos EUA. Infelizmente o nosso espaço aqui é pequeno para expormos toda a importância do punk na música, moda e comportamento nos últimos 35 anos.
No Brasil os maiores nomes são os paulistas: Cólera, Ratos de Porão, Olho Seco, Inocentes, Verminose, Restos de Nada e Garotos Podres. Em outros estados pipocaram alguns nomes como: Aborto Elétrico, Blitx 64 e Detrito Federal (Brasília), Banda do Lixo (BH), Coquetel Molotov (RJ) e Replicantes (RS), porém sem a força do que foi o movimento em São Paulo.
Com o passar dos anos surgiram na Europa algumas bandas do chamado pós-punk como: Joy Division, The Cure, Siouxsie & The Banshees, Killing Joke, The Smiths e Psychedelic Furs.
Sem a energia e a pegada de antes, o punk só foi vagamente lembrado nos anos 90 quando surgiram os americanos Off Spring e Green Day praticando o que poderíamos chamar de neo-punk. No Brasil algumas bandas como Cpm 22 e Hateen migraram do hardcore (divisão do punk) para o emocore (vertente do hardcore). A verdade é que o legado ficou para as novas gerações.
Para os iniciados gostaria de indicar alguns discos básicos: 'Never Mind The Bollocks' - Sex Pistols, 'The Clash' - The Clash, 'Rocket to Russia' - Ramones, 'Radio Ethiopia' - Patti Smith Group e 'Fresh Fruits for Rotting Vegetables' - Dead Kennedys. No Brasil alguns discos representativos são: 'Descanse em Paz' - Ratos de Porão, 'Pânico em SP' - Inocentes, 'Mais podres do que Nunca' - Garotos Podres e 'O Futuro é Vortex' - Replicantes
Duas leituras básicas são os livros: ‘O que é Punk’ de Antonio Bivar e ‘Mate-Me Por Favor’ de Legs McNeil & Gillian McCain.
Punk’s Not Dead!
Long Live Punk-Rock!
* Rodrigo Lee é músico e admirador de punk rock.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
PEARL JAM - Brasil - 04/11/11

Ter esperado durante horas na fila e mais algumas outras para o inicio do show foi relativamente fácil. O difícil foi perceber que após o segundo bis os caras realmente não voltariam mais ao palco. Em todos esses anos que tenho ido a shows de rock internacional poucas vezes vi tamanho profissionalismo e entrega da banda em cima do palco, como o ocorrido com o Pearl Jam.
A banda de abertura foi o X, um dos baluartes do punk americano. Os caras vieram com sua formação original e apesar de suas idades já um pouco avançadas emendaram um petardo atrás do outro com um entrosamento e energia de fazer inveja aos novos sub-salvadores do rock que surgem a cada cinco anos no mundo. “Envelhecer com dignidade rock n’roll” é o que melhor poderia definir o que os caras do X estão fazendo atualmente.
O Pearl Jam veio em seguida abrindo com ‘Go’, ‘Do The Evolution’ e ‘Severed Hand’ fazendo o público de mais de 50 mil pessoas no Morumbi sofrer uma verdadeira catarse. Daí pra frente o que se viu foi uma alternância das músicas mais pesadas com as baladas, sobrando espaço para Eddie Vedder encaixar ‘Setting Forth’ de seu primeiro disco solo. A cada canção executada o que se via e ouvia era um público cantando religiosamente a cada um dos números que o quase messias Vedder proclamava. Lágrimas escorriam dos rostos dos mais fanáticos desde as primeiras notas de clássicos como ‘Even Flow’, ‘Given to Fly’, ‘Wishlist’ e ‘Not For You’. A primeira parte foi encerrada com ‘Black’. Nos dois bis vieram, entre outras, ‘Just Breathe’, ‘Why Go’, ‘Jeremy’ e ‘Last Kiss’.
As três músicas finais foram para deixar o público em êxtase a ponto de os seguranças do estádio pedirem para que uma parte das pessoas se retirassem do local, pois o show realmente havia acabado!!! As tais músicas foram ‘Alive’, ‘Baba O’Riley’ (The Who) e ‘Yellow Ledbetter’.
O Pearl Jam continua provando que não precisa ficar se remexendo nas cinzas do Grunge, pois com o tempo se renovou e foi além de suas influências punk e hard rock. Eles são seguramente umas das maiores bandas do mundo e isso sem ter que a todo momento apelar para traquinagens de super produção de palco. O que o quinteto de Seattle faz é só subir no palco e executar um rock n’roll calcado nas verdades que o estilo pede. Long Live Pearl Jam!
*Rodrigo Lee é músico há 25 anos e admirador de todas as vertentes do Rock n’ Roll.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
VANGUART - BOA PARTE DE MIM VAI EMBORA

quarta-feira, 18 de maio de 2011
PITTY - A TRUPE DELIRANTE NO CIRCO VOADOR

Segundo CD/DVD ao vivo da, já há algum tempo, inconteste rainha do rock brasileiro e lançado pela gravadora paulista Deck. Em ‘A Trupe Delirante no Circo Voador’ Pitty, mais madura musicalmente do que nunca, concentra o repertório basicamente nas músicas do ultimo CD, ‘Chiaroscuro’. O restante do repertório passeia pelo primeiro disco da baiana e em algumas coisas inéditas e cover’s. São ao todo 17 petardos extremamente bem executados por uma banda afinadíssima e que teve a participação do tecladista Brunno Cunha. Os destaques ficam por conta da participação de Fábio Cascadura em Senhor das Moscas e da platéia nos números mais hard Rato na Roda, 8 ou 80 e Medo. O DVD traz alguns bônus, entre eles, três clipes e duas músicas ao vivo. Para colecionadores a Deck está disponibilizando também no mercado o LP do show. Vida Longa à Pitty!
